20ago

Como navegar no oceano azul digital

Seria ingênuo não admitir que competição se tornou a palavra de ordem do Marketing atual. Se formos falar de internet então, tantas são as ferramentas e possibilidades que se faz de tudo para conseguir um lugar no ciberespaço. Na tentativa de impressionar e superar as expectativas dos clientes, acabamos adotando a mania de ficar sempre de olho no que os outros estão fazendo, achando que a grama do vizinho é mais verde – como já dizia o ditado. Agora, você já parou para pensar se realmente quer se parecer com eles?

Na internet, os concorrentes estão a um clique de distância e em um cenário como este a estratégia do Oceano Azul funciona como uma boa tática. A chave é a inovação com base nos objetivos de negócio, conquistar novos horizontes no mercado através de modelos de negócio únicos. Claro, com a preocupação de identificar as potencialidades da sua empresa e trabalhar os defeitos, sem se deixar guiar pela simples comparação com o que os outros estão fazendo. É cada vez mais importante fazer diferente.

Afinal, não foi em vão que a dupla W. Chan Kim e Renée Mauborgne, integrante do Blue Ocean Strategy Institute na INSEAD, uma das escolas de negócios mais reconhecidas da Europa, passou mais de uma década realizando pesquisas, desbravando 120 anos de história dos negócios, até chegar a uma estratégia de marketing bem-sucedida. O resultado está no livro “A Estratégia do Oceano Azul”, que mostra como navegar em uma boa maré pode ser um benefício para as empresas.

Os autores dividem o mercado em dois oceanos: o vermelho, que é o espaço dominado pela concorrência acirrada, onde as regras do jogo já estão bem claras, e o azul, que são os “mares nunca dantes navegados”, onde predomina a criatividade e a mera competição é deixada de lado. Este cenário é bem comum quando falamos de web e para explorar o “mar” azul com sucesso é preciso seguir três conceitos chave: inovação com valor, uma liderança capaz de fazer a diferença e um processo claro e justo.

Assim, o lema é “não concorra com os rivais, torne-os irrelevantes”. Digno de um mantra, não é mesmo? E não duvide do poder que esse pensamento pode exercer caso você resolva incorporá-lo à cultura digital. É muito mais gratificante nos guiarmos pela nossa capacidade de inovação e se nós mesmos não acreditarmos nisso, não espere que o vizinho acredite. Lembre-se, “quanto mais você faz benchmarking de seus competidores, mais você tende a se parecer com eles”. E enquanto ficamos fazendo comparações, mais tempo o nosso “navio” permanece como alvo de uma verdadeira tempestade sem fim.

Quer saber o quão azul é o seu oceano? Faça um teste.