A mídia social é o novo tabagismo. Será que você está viciado?

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Quantos pacotes de “curtir” você está consumindo por dia?

Nunca um hábito invadiu o mundo tão rápido quanto a disseminação das mídias sociais. O seu uso se infiltrou na vida de milhões de pessoas, sendo simplesmente difícil se deparar com uma pessoa que nunca tenha se envolvido com nenhuma dessas tecnologias formadoras de hábitos.

O Vale do Silício quer uma atenção constante de nós e agora estamos viciados em seus produtos e desejamos mais deles. Sem dúvida, aqui temos uma indústria que vende um produto viciante, como a nicotina. Hoje, o vício vem na forma de “gostos” inocentes e quase inofensivos. E isso faz parte do jogo, quanto mais tempo e dados cederem pessoas, mais companhias de mídia social podem vender aos seus anunciantes. De acordo com The Economist, no mês passado, o Facebook registrou um recorde de lucros trimestrais e isso mostra o quanto o negócio é lucrativo.

“Não é difícil para mim imaginar que, dentro de 20 anos, descobriremos que o que as mídias sociais fazem aos nossos cérebros é equivalente ao que fumar nos nossos pulmões”.  - Yancey Strickler – CEO da Kickstarter

É claro que as mídias sociais têm enormes benefícios, mas ao mesmo tempo devemos ser céticos quanto à influência escondida. De acordo com alguns especialistas, as mídias sociais podem ter um grande impacto na nossa saúde mental. As pessoas são sugadas em números e notificações impulsionadas por um sistema de recompensa  - que é o principal estímulo da maioria dos aplicativos. Os usuários recebem uma grande quantidade de dopamina toda vez que recebem uma notificação de acordo com um estudo.

Algumas pessoas podem sofrer exclusão social se ainda não tiverem seus respectivos perfis nas redes sociais. Assim como acontece com o tabagismo, as mídias às vezes são usadas por indivíduos que muitas vezes se sentem pressionados por perder, enquanto outros podem se sentir isolados, deprimidos e com distúrbios de ansiedade de acordo com um estudo psicológico realizado pela Universidade de Pittsburgh.

A conectividade aumenta a cada dia que passa, mas, de alguma forma, nosso contato social está mais fragmentado hoje do que era antes. Isso nos faz pensar, assim como com o tabagismo, haverá mesas de mídias sociais em restaurantes no futuro? O consumo de redes sociais em grandes doses causará algum tipo de câncer social? Será que algum dia as mídias sociais terão que incluir avisos obrigatórios como os que são vistos nos pacotes de cigarros? Só o tempo irá dizer…

Esta é uma releitura de um artigo publicado por Orge Castellano no site Medium.